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Sou homem, tenho 25 anos e sou virgem

2020.09.15 22:24 keeponwalk1ng Sou homem, tenho 25 anos e sou virgem

Sempre fui muito, muito fechado até meus 18 anos. Até essa idade eu só tinha beijado na boca duas vezes, sendo a primeira aos 15. Quando completei 18 anos, mudei da água pro vinho e comecei a ter amigos, a sair, etc, e apesar de eu ser feio, algumas meninas bem bonitas se interessavam em mim e eu nunca ficava com elas por alguns motivos: 1) por serem muito bonitas pra mim, 2) por terem bem mais experiência que eu e 3) pelo risco de contarem pros meus amigos que eu não sabia transar. Nosso círculo de amizade era grande, então a fofoca rolava solta. Sempre que um amigo ficava com alguém, ouvíamos dos dois lados os detalhes da ficada. Então não era achismo meu. Com certeza alguém comentaria como foi, e se minha inexperiência ficasse óbvia (que acredito que ficaria), acabou pra mim. Por puro acaso, conheci uma garota de uma cidade a 3h da minha, e nos apaixonamos. Mas ela tinha 17 anos e eu 18, então eu tinha medo de irmos no motel e pedirem a identidade dela. É uma coisa boba, mas foi o que impediu que fossemos. Então namoramos 6 meses só beijando na boca mesmo. Terminado esse namoro, eu já com 19 anos, acabei entrando pra igreja e comecei a namorar 1 ano depois. Todo mundo sabe que, em tese, na igreja só transa depois do casamento. Eu e minha namorada realmente acreditávamos na religião, então nunca transando durante nosso namoro. O problema é que nosso namoro durou 5 anos. Terminamos há 6 meses por motivos à parte, íamos nos casar nesse ano mas o relacionamento não estava bom. Agora eu tenho 25 anos e sou virgem. Saí da igreja há 3 anos já, mas não ia pra festas porque preferia ficar com a namorada. Agora solteiro, até conheço umas garotas que ficam a fim de mim, mas eu me autosaboto e não transo pelo mesmo motivo da inexperiência. Eu já fui em um puteiro pra resolver esse problema de uma vez, mas broxei hahaha. Passei 1h conversando com a mulher várias coisas aleatórias e depois fui embora. Desde então eu estou tão encanado com isso que nem vontade de transar eu sinto mais, sendo que quando eu namorava o negócio era doido, tinha muita vontade todo dia. Hoje passo semanas sem nem vontade. Eu tinha 4 contatinhos, mas todas desistem de mim porque mostram interesse, mas eu sumo. Não chamo mais pra sair, não chamo pro motel (mesmo recebendo indiretas bem diretas). A insegurança é foda e não vejo solução. Lembrando que essas não são garotas que são apaixonadas por mim, elas só querem algo casual. São o tipo de meninas que se o sexo for ruim (e acho que vai ser), vai me bloquear de tudo e postar no Twitter alguma indireta sobre isso. Eu comecei a namorar aquelas duas garotas porque achei que elas teriam mais compreensão, e as duas realmente teriam, mas nunca chegamos nesse ponto e agora não tenho nem ânimo de arranjar uma nova namorada que vá ser compreensiva. Nem sei se existe, com minha faixa de idade. Enfim, só quis desabafar.
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.06.04 21:31 lysguil Preciso de conselhos e analisem a situação pra mim por favor

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda. Eu estou abrindo minha alma e coração nesse texto, direi toda a verdade
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.06.04 19:02 lysguil Preciso de um conselho ou dois

Oi galera, eu queria pedir um conselho para vocês. É em relação a relacionamento e agradeço a quem puder me ajudar nessa, tá foda.
Primeiro me deixem contar algumas coisas sobre mim, isso pode ajudar a entender algumas das minhas ações. Isso não me exime de culpa, sei disso e não vou usar nada disso para me fazer de vítima ou pra me eximir de responsabilidades. Sei que a culpa foi toda minha.
Primeiro de tudo eu não sou um neurotipico. Não tenho autismo mas, embora minha família (meu pai mais precisamente) não tenha deixado que um diagnóstico fosse feito, ficou claro para todos desde criança que eu tinha algo. Eu odeio do fundo do coração o barulho. Odeio sons altos em geral, isso inclui música e por isso não consigo ficar muito tempo em festas. Para aguentar ficar em ambientes barulhentos eu preciso ficar bêbado e ainda assim é bastante incômodo.
A segunda coisa para se saber sobre mim é que sofri abuso sexual na infância. Foram duas mulheres diferentes, nenhuma delas da minha família. Nunca contei pra minha família e acho que nunca irei contar. Bom, não sei dizer como me sinto sobre isso. Acho que minha tara sexual tem a ver com isso. As vezes eu choro quando me lembro mas não sinto anda sobre. É normal isso? Enfim, eu não sei pq quanto isso me afetou. Sofri abuso até os 11 anos e para ser honesto, como homem eu não consigo falar sobre o que a segunda mulher fez comigo. É humilhante demais. Vou morrer e levar isso para o túmulo.
A terceira coisa que preciso contar é que fui diagnosticado com depressão ao 13 anos de idade. Eu era pequeno, magricelo e esquisito. Gostava de cards do Yu gi oh e fixar isolado na biblioteca da escola (Pq era um lugar silencioso), então da pra imaginar quanto bullying eu sofria. Enfim, a depressão me deixou quebrado e teve seus picos. Nessa época tive minha primeira tentativa de suicídio. Minha família nunca soube. No dia seguinte ainda fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Essa foi a primeira de uma série de tentativas.
Agora que já falei essas características eu vou começar a falar meu problema, peço perdão se ficar muito longo. Aos 16 anos eu tive uma namorada e ela morreu de câncer. Isso piorou meu quadro depressivo, eu fiquei agressivo e aprendi a resolver as coisas com violência. Tentei me matar mais algumas vezes e tava foda. Eu tomava tantos remédios para a depressão que ficava grogue, totalmente dopado meio hora depois de tomar. Minha mãe me fez parar, com o apoio da minha vó. Eu estava começando a superar a coisa quando minha vó, a pessoa que eu mais amava na vida, faleceu subitamente. Deus, acho que eu... Bom eu nem sei dizer o que eu sentia. Simplesmente não sei. Doeu mais do que tudo. Depois desse dia eu não conseguia chorar, não conseguia sentir. Fiquei anestesiado sabe? Meu psiquiatra falou UE eu estava num estado de "melancolia", onde eu não conseguia mais sentir felicidade. Eu poderia ficar alegre ou coisas do tipo mas verdadeira felicidade era impossível. Bom, foi foda. Eu tinha 17 na época.
Fiz amizade com uma garota aos 16, Melissa, ela fazia terapia em grupo comigo. Era meio patricinha mimada mas uma boa pessoa. A gente conversava e diziamos nossos planos um pro outro. Ela me ajudou a superar a barra da terapia. Quando eu tinha 18 e ainda estava sentindo o impacto da perda da minha vó, essa garota se matou. No mesmo dia ela pediu pra conversar comigo e eu não estava em casa para conversar (nos falávamos pelo facebook). Eu só fui saber sobre pelas postagens no Facebook dela. Eu não senti nada na hora, achei que não tinha em afetado, anos depois eu ia perceber o quanto me afetou.
Bom, eu segui minha vida. Comecei a faculdade de direito, minha mãe queria um filho juiz e eu tava no piloto automático. Só fui seguindo. Fiz pouco tempo do curso de direito e realmente não era pra mim. No começo de 2018 eu conheci uma garota pela internet. Ela tinha 15 e eu 19. Ela morava em uma cidade um tanto distante mas dentro do mesmo estado que eu moro e a gente começou a papear. Mano, eu garoto incrível! Sério, era maravilhosa demais. Eu vou resumir pra vocês a questão: Eu me assustei com ela, a depressão ainda estava forte e eu não sabia o que tava acontecendo. Por fim eu me afastei dela e e bloqueei no Facebook. Eu sei, sou um tremendo babaca.
Fiquei mais alguns meses na minha vida de merda e fui jogar habbo hotel. Eu sei, eu sei. Coisa de criança mas só queria sentir aquilo que eu sentia novamente quando tinha 11 anos e jogava RPGs no hotel. Não consegui claro. Eu cresci, o mundo mudou e não dá pra voltar a infância. No jogo uma garota conversou comigo, tinha 19 também e me pediu o insta pra conversar. Eu fui e fiz um insta com a intenção de papear um pouco. A partir daqui eu me torno o monstro. De verdade. A garota tinha depressão também e me falava sobre os problemas dela mas também puxada uns assuntos mais sexuais. Não sexuais entre eu e ela, ela só contava como eram as transas dela e eu perguntava uma coisa ou outra sobre as minhas. Eu contava na boa. E os meses foram passando. Eu era um homem quebrado servindo de confidente pra uma garota aleatória da internet.
Eu desbloqueei a garota do começo do ano e voltamos a nos falar. Ela era legal, alegre, bonita e maravilhosa. E ela gostava de mim! Deus do céu ela gostava de mim! Eu também gostava dela. Eu contei algumas mentiras sobre mim pra ela, pra impressionar um pouco mas sempre disse "eu sou um homem quebrado", eu falava que minha cabeça tava toda ferrada o tempo todo pra ela. Ela disse que não se importava e me pedia para ir vê-la na cidade dela. Eu pensava em ir, fazia de tudo para ir... e na última hora eu dava para trás. Não conseguia ir. A minha vida de amar a distância e ser confidente seguiu até o final do ano de 2018. No ano novo eu tomei uma decisão: ia pedir a garota da outra cidade em namoro. Eu pedi e ela aceitou. Ok, vão me chamar de gado e tudo bem. Eu estava na casa de praia que minha mãe tinha comprado e pretendia visitar a garota assim que voltasse.
Quando voltei veio a notícia: Eu tinha conseguido a vaga em gastronomia! Era a porra do meu sonho ali! Fui correr atrás de documentos, matrícula, uniforme e material. Nisso passou algumas semanas e como não fui ver a garota ela terminou comigo e me falou que eu tava fazendo ela de trouxa de novo (ela sentia que eu tinha feito ela de trouxa em 2018 inteiro). Depois de uma semana ela veio falar comigo e minhas aulas já estavam começando. Demorei um mês para conseguir ir vê-la e quando cheguei lá... Ela era divina. Maravilhosa. Eu tive que esperar ela na rodoviária e pensei que tinha caído em alguma pegadinha kkkkk mas ela veio e eu fiquei muito feliz. A gente foi no shopping, assistiu um filme e ela me convenceu a passar a noite na casa dela. Dormir na sala claro, os pais dela concordaram. Não vou mentir: agi cono um idiota nesse dia. A depressão e a irritabilidade me faziam ser muito imbecil e babaca (eu me envergonho e me arrependo muito disso hoje).
Bom, nessa época não estávamos namorando e eu dizia que não ia pedir ela em namoro (tava com orgulho ferido por ela ter terminado comigo). Um dia ela me falou tava com dor e ficou o dia todo sem me responder mais. Mano, eu morri de preocupação! Fiquei desesperado. Quando ela finalmente leu minhas mensagens eu pedi ela em namoro. Joguei o orgulho de lado e pedi em namoro a mulher que eu amava. Bem, Eu fui ver ela mais vezes, no aniversário de 17 dela e outros. Enfim, seguindo adiante.
Bom, lembra da mina da internet? Então. A gente continuava conversando sempre mas ela tava cada vez mais deprimida e mais dependente emocionalmente de mim. Ela me contava as coisas e eu só ouvia agora, ela falava bastante de sexo e afins. Sei que era errado com minha namorada mas é aí que entra a Melissa na história: foi nisso que a morte dela me afetou, eu não conseguia deixar outra pessoa na mão. Eu sei como a depressão dói, como família pode ser tóxica para nós e não conseguia deixar ela de lado. Eu errei e fui fraco e deixei a situação continuar assim. Um dia o Instagram dessa garota foi hackeado e ela achou que foi eu por algum motivo. Ela foi atrás da minha namorada, que eu já tinha dito o nome, e falou que eu namorava ela virtualmente, eu era um perseguidor e não sei mais o que. Eu realmente não sei tudo que ela disse. Eu expliquei pra minha namorada e tudo mais, que era por causa da depressão da garota e que eu não conseguia deixar de lado. Disso que não tinha nada com ela. Bom, eu não estou me justificando e minha namorada terminou comigo. Com razão ela. Eu fui um idiota, um merda, um babaca completo.
Eu implorei muito uma chance e tals e por fim ela me perdoou. Não voltou a como era antes mas me perdoou. Tá ficando muito grande então vou resumir essa parte. Eu fiz merda de novo.
Tinha uma amiga do Rio de Janeiro que gosta de flertar e mesmo eu não dando abertura ela falou que queria transar comigo na praia tomando vinho. Eu cortei esse papo e tals. Numa outra conversa eu tava falando merda, contando vantagem como homem idiota costuma fazer. Falei que tinha pego várias garotas de um outro curso da minha faculdade (mentira que homem conta) para essa amiga. Bom, minha namorada viajou comigo e olhou minhas conversas no celular enquanto eu dormia. Aí ela terminou comigo de vez no começo do ano passado.
Eu sei, a culpa é minha e só minha. Não vou justificar essas atitudes com minhas doenças ou algo do tipo. Erro só meu. Eu expliquei pra minha ex namorada e pedi a ela pra poder tentar reconquistar ela. Ela concordou e eu fiquei tentando, mostrando que podia ser mais atencioso e que podia mudar. Ela começou a ficar com um carinha e eu com uma mina,mas eu continuava tentando e ela me deixava tentar. Uma dia ela decidiu que não era mais pra eu tentar, que me amava mas que não valia mais a pena. Eu queria continuar tentando. Discutimos muito mas eu por fim aceitei.
Ela quis manter a amizade e eu concordei. Só que meu conceito de amizade e o dela diferem muito e isso causa muitos atritos. Ela disse que não me ama mais, algumas atitudes dela me dizem que ela ama (eu li diversos livros de psicologia e sobre relacionamento e eles apontam as atitudes dela como amor). A última coisa que aconteceu foi uma que me magoou de um jeito estranho.
A poucos dias eu tive um desmaio (tenho algumas problemas de saúde) e cai da laje da minha casa. Quebrei um braço e tals. Quando postei nos stories de whats que tava quebrado ela perguntou se eu tinha sido atropelado e eu falei que não, que cai da laje. Ela fez uma brincadeira dizendo basicamente "podia ter morrido né" só que desejando minha morte. Eu sei que foi uma brincadeira mas me doeu muito. Pq ela sabe que já tentei me matar 15 vezes, inclusive uma esse ano. Eu esqueci de contar lá em cima mas minha melancolia foi embora. Eu tô meio que curado disso e tô sentindo prazer em viver de novo. Ela fez essa brincadeira e me doeu demais, demais mesmo. Eu falei pra ela algumas merdas e ela me chamou de dramático (ela diz isso sempre que eu reclamo de algo, talvez eu seja mesmo) e isso doeu ainda mais. Eu sinto que toda vez que reclamo com ela sobre como as atitudes dela me machucam ela me chama de dramático e menospreza minha dor.
Esse ano ela veio me falar que tava com princípio de depressão e eu conversava com ela sempre que ela precisava, eu só precisei conversar uma vez e ela disse que não queria conversar. Bom, eu me senti mal com isso. Foi ali que vi que nossos padrões de amizade são diferentes.
Enfim, essa última brincadeira que me matou. Vocês vão perguntar pq a gente não se bloqueia e se esquece. A resposta é: eu não sei. Eu sei que amo muito ela e acredito que ela me ama. Depois da briga ela me bloqueou e horas depois me desbloqueou (mas excluiu meu número segundo ela). Eu queria alguns conselhos, opiniões e que analisem a minha história e me digam o que pensam sobre tudo. Sobre tudo mesmo!por favor, ajudem esse idiota que fez tudo errado na vida
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2020.02.10 15:30 KNWRV Escrevi esse conto e gostaria de um feedback

O funeral
Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.17 01:42 vitor_af A pornografia estragou o modo que vejo as mulheres

Olá pessoas. Já faz um tempo q tenho acompanhado alguns posts aqui, e acho q agora é a minha vez de desabafar. Tenho 25 anos, namoro há quase 3 anos e minha namorada é uma pessoa maravilhosa. Mas foi muito difícil conseguir sair da inércia, chamá-la pra sair e tudo mais. Eu imagino que essa dificuldade se deu pelo modo como eu enxergo as mulheres, e creio q grande parte disso seja culpa da pornografia. Eu tive contato com ela muito cedo, acho q tive meu primeiro PC com uns 13 pra 14 anos, e nesse tempo consumi muita pornografia. Apesar de ter diminuído cada vez mais, sinto q os estragos dela ainda ficaram, como por exemplo, não conseguir manter uma amizade sincera com uma mulher sem que tenha segundas intenções. Quando vejo uma mulher, penso em sexo, ou se faria ou não com ela. Parece que nunca serei feliz se não tiver uma daquelas garotas dos pornos que costumava assistir e se não fizer as coisas que via neles tbm. Eu não sei até que ponto isso é uma questão de preferência pessoal, gosto, ou se é uma distorção da realidade, mas isso já quase a acabou com esse namoro e as vezes me deixa bem mal. Eu quero manter relações saudáveis com as pessoas, quero ser capaz de olhar uma mulher bonita e não vê-la como um objeto de desejo, mas como uma pessoa normal. Alguém já passou por algo parecido e lida ou lidou com isso de alguma forma? PS: Desculpem o textão rs
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2020.01.16 01:33 KNWRV O Funeral

Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.10 16:41 KNWRV Vejam oq vcs acham desse meu conto

O funeral
Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.08 01:29 MinistroPauloCats Os benefícios de ser feio

Todos querem ter uma ótima aparência boa, provavelmente pela maior aceitação social, sucesso na carreira ou seleção de parceiros, mas parecer bonito nem sempre é o melhor. Ser feio tem um lado positivo, por incrível que pareça.

Quatro benefícios de ser feio

Há uma expressão que vem sendo usada recentemente - "looks maxing" - que significa maximizar sua aparência. Embora não haja nada de errado em melhorar sua aparência física, essa busca reflete o tipo de sociedade em que vivemos. Tudo gira em torno das coisas visíveis e exteriores. Buscar um corte de cabelo, perder peso ou vestir roupas bonitas podem ajudar você a melhorar, mas algumas pessoas continuarão feias não importa o que elas façam.
Mas existem alguns grandes benefícios quando as pessoas não são fisicamente atraídas por você - estou usando a segunda pessoa do singular não para chamá-lo(a) de feio, mas para melhor explicar o seguinte:

Vou contar uma estória do Taoismo como exemplo: há muito tempo atrás na China havia uma árvore torta. Ela era tão deformada e feia que nenhum lenhador ficou interessado em cortá-la. No entanto, as árvores retas eram cortadas constantemente porque eram consideradas ideais para transformar em tábuas. Então a feiúra da árvore garantiu sua sobrevivência durante tanto tempo que as pessoas passaram a notar sua presença e forma especial e ela acabou sendo declarada sagrada.
Quando você é feio(a), seu caminho na vida não vai ser o mesmo que os bonitões ou lindonas que eram os mais populares na escola graças à sua genética. Mas você deve ser grato(a) por isso.
A vida emocional de uma lindona pode ser uma sucessão de bad boys que só "gostaram" dela por causa da aparência.
Um bonitão pode ter se tornado um viciado em sexo, álcool e drogas por causa de toda a atenção feminina que ele recebeu, sem nunca ter tido incentivo para fazer algo a mais em sua vida. Ele também pode ter engravidado uma mulher que não passava de um encontro casual.
Então se você é feio, está praticamente livre dessa miséria, então seja feliz por isso.

Se você não é dotado de aparência, isso é uma ótima oportunidade para trabalhar em outros aspectos de si mesmo. Um desses aspectos é a personalidade. Pessoas feias podem ser pessoas carismáticas.
Bondade, humor, inteligência, saber se expressar bem - essas são características valiosas que você pode desenvolver. No final, uma pessoa gentil, honesta e sincera é muito mais apreciada do que uma pessoa que parece bonita, mas é uma completa idiota.
Outra grande coisa é que as pessoas que gostam de você, que querem se associar com você, estão fazendo isso por causa de sua personalidade.
Pessoas populares e bonitas são frequentemente usadas ​​e abusadas ​​devido ao status social. As pessoas querem ser vistas com pessoas bonitas porque isso aumenta seu prestígio.
Alguns grupos de pessoas, especialmente as que postam muito nas mídias sociais são inteiramente baseados na aparência. Na realidade eles podem até se odiar, mas isso não importa muito para eles, desde que eles fiquem bem quando juntos no Facebook ou no Instagram. É uma existência rasa.
Você, por outro lado, fica muito mais propenso a ter amizades profundas e significativas, que não giram em torno de tais aspectos superficiais, como o jeito do seu rosto ou o tamanho de seus músculos ou se sua bolsa combina com sua jaqueta.

Pessoas bonitas ficam ocupadas o tempo todo porque todo mundo quer ser visto com elas. São bombardeados com mensagens de Whatsapp e telefonemas. Isso pode ser desgastante. Uma mulher bonita pode combinar com praticamente qualquer cara no Tinder e em aplicativos de namoro. Um cara bonito pode estar na mesma situação. Mas geralmente ambos têm uma lista de candidatos(as) que ele tendem a querer atender o tempo todo.
Isso pode parecer muito bom, mas existe algo chamado "o paradoxo das escolhas". Quando há muitas escolhas, você acaba tendo ansiedade e indecisão.
Mas quando você é feio, é muito provável que sua escolha de parceiro(a) seja limitada e seu telefone não fica tocando o tempo todo. Isso é ótimo porque isso significa que você tem muito tempo livre, você pode aprender a tocar um instrumento, desenvolver um negócio ou escrever um livro, fazendo um bom uso dele.

Você acha que Mark Zuckerberg é um supermodelo? Que tal Elon Musk? Elon Musk parece bom agora, mas se você olhar uma foto dele quando ele era mais jovem...
Imagine Elon e Mark se fossem bonitos quando eram garotos, você acha que eles iriam criar o Facebook e a Tesla? Eles estariam muito ocupados com garotas.
Ser feio pode ser uma força motriz para o sucesso e, se você não conseguir encontrar um parceiro por causa de sua aparência, pode usar essa frustração como combustível para alcançar sua grandeza.
Essa grandeza é mais do que sucesso financeiro, você também pode ser grande em virtude. A ciência já provou que a generosidade faz as pessoas felizes e há até freiras e monges que são exemplos excelentes disso.
Então você não precisa ser bonita ou bonito, mas pode viver uma vida boa sendo bom, feliz e humilde.
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2019.09.20 11:26 Bullke Eu nao consigo desapegar.

Em julho de 2017 eu estava bem entediado com a vida, terceiro ano do ensino medio, ja tinha passado para uma faculdade particular boa, nao tinha muitos amigos e os poucos que eu tive, outra longa historia... enfim, tinder. Eu usava o tinder boa parte do tempo para zoar, nunca foi meu interesse conhecer absolutamente nenhuma das pessoas que eu dava match, mas usava a minha foto mesmo assim, eu nao era babaca, so ficava mandando cantada idiota. Todo dia. A primeira frase que eu falava era "opa meu mel", eu era constantemente ignorado, mas as vezes alguem acabava respondendo. Minhas configuracoes eram para pessoas mais longes de mim (16km) e mais velhas (30-50) mas um dia uma menina de (supostamente) 19 anos apareceu na minha "timeline" (?), quem ja usou tinder sabe que nao e normal pessoas com idade tao destoantes da que voce setou aparecer, costuma ser like. Ela tinha um nome peculiar, era muito bonita, dei like e logo apareceu que demos match. Mandei o classico opa meu mel, esperando um belo block, mas ela respondeu "ola meu docinho". Comecamos a conversar depois disso e conversavamos o dia todo. Ela sempre me respondia rapido e era doce, era muito facil de conversar com ela. Descobri que ela estava gostando de mim pelo jeito que ela estava me tratando, algumas indiretas que ela postava, enfim, eu tinha tido poucas relacoes na minha vida, nunca tinha sentido nada demais por ninguem, eram todas paixonites, chamei ela no whatsapp e disse que EU gostava dela, queria ver uma reacao, ela disse que gostava de mim e que tinha medo de nao ser correspondida, eu fiquei meio chocado mas resolvi dar uma chance pra ela. Quando a gente comecou a ficar mais intimo nossa relacao ainda era virtual, isso durou mais ou menos 2 semanas (eu me sinto mal de lembrar disso tudo, minha visao chega a ficar turva) ate que marcamos de nos encontrar numa segunda ou quarta, eu costumava ter aula a tarde nesses dias e os pais dela trabalhavam dia sim dia nao, era perfeito. Quando eu cheguei na casa dela eu nao conseguia acreditar no que eu via, eu a achava linda, mas pessoalmente ela e a menina mais linda que eu ja vi na minha vida, ate hoje. Alias eu me lembro o dia que eu fui la, chequei no calendario e cai numa senguda feira, eu fui na casa dela dia 28 de julho de 2017. Ela era italiana, nascida e criada ate os 8 anos la, estava com uma camisa preta escrita i love roma, era romana. Tipo aquelas i love ny. O meu primeiro instinto foi agarrar ela e beijar, era completamente reciproco. Ficamos minutos sem falar, abracados, foi diferente de tudo que eu ja tinha tido. Eu entendi o que era amor, o que e esse negocio que queima no peito, bom... eu fiquei na casa dela ate as 6 horas da tarde, fui para a minha e meu mundo estava diferente. Eu tava sentindo as coisas diferente, eu tava mais feliz, eu nao consigo explicar, mas volto a falar sobre isso mais tarde. Conversamos e concordamos em me apresentar para a familia dela dia 4 de agosto, iria ter uma festa de aniversario da avo dela, eu sou muito timido (obvio, escreve sobre problema na internet) mas eu estava disposto a passar por qualquer coisa. Os pais dela eram pessoas bem legais, o pai era italiano e a mae brasileira, pessoas otimas. Quando estavamos a caminho do aniversario notei que estavamos no bairro do meu melhor amigo, como voces estavam prevendo, ela era parente dele. Ela manteve isso de surpresa, mas em uma das fotos que eu usava no tinder ele aparecia comigo, era uma foto bem idiota mas ela guardou pra me contar quando fosse ser mais engracado (palavras dela). Eu estava constrangido mas feliz, daquele dia apenas memorias doces. Nos nos acostumamos a nos ver 2x-3x por semana, eu fui o segundo namorado dela e perdemos a virginidade juntos, nao tinha como ser melhor do que aquilo. ATEEEEEEEEEEEE QQQUUUEEEEEEEE................ Um dia ela estava aqui em casa com o celular na mao falando com um amigo, eu li no celular dela pelo reflexo do oculos um nome, ela disse que ele era um amigo e a principio eles nao passavam disso, mas eu ja sabia que ele gostava dela. Ela era sempre bem aberta, nao tinha percebido que ele gostava dela, tanto que eu avisei. Eu nao era ciumento, eu confiava plenamente nela. Ela era prima do meu melhor amigo e uma mulher que eu idealizava. Tava tudo perfeito. Ela comecou a dar algumas desculpas no meio da semana, disse que tinha uns trabalhos etc. Eu desconfiava que ela estava me traindo, com 3 meses de namoro. Eu tava certo, mas bem... o inferno comecou. Eu sempre dizia que ela estava me traindo, argumentava e mostrava tudo, ela negava e fazia teatro. Mesmo assim eu ainda a via como a mulher mais linda que eu ja vi, ainda penso isso. Ainda tenho algo aqui dentro, nao diria que e amor mas continuando, nossa relacao maravilhosa comecou a ficar toxica. Muito toxica mesmo. Cheguei a invadir o celular dela, ela me traia descaradamente. Nos moravamos longe um do outro, sou de uma cidade de 600k habitantes, ela mora numa ponta e eu na outra. Era facil e conveniente. Um dia eu tomei banho, peguei meu celular e sai para a casa dela, era um dia que ela ia "fazer um trabalho" a tarde, tentei ligar pra ela, sem sucesso, mas ja estava a caminho, entao, foda-se. Toquei sua campainha, ela demorou pra abrir, entrei meio abafado, disse que queria deixar algo no quarto dela e ir ao banheiro. A casa dela era pequena, isso me dava desculpa para ver quase tudo. Passei e vi o quarto dos pais dela com a cama baguncada. Era onde nos transavamos, a cama era de casa, e o quarto dela de porta fechada. Ela entrou na frente e disse que nao queria que eu entrasse, eu disse ok e me virei, quando ela deu mole eu passei por ela e encarei a porta. Ela segurou meu braco e me chamou pelo nome do menino. Eu olhei pra cara dela com nojo, ela com medo, ela tentou me segurar e essa foi a unica vez que eu fiz forca contra ela na minha vida. Eu dei um arrancao, puxei meu braco violentamente e abri a porta. O menino estava sentado na cama dela, com uma cara de sarcastico. Eu nao apago essa porra. isso foi mais ou menos no 4 mes. Eu era bem toxico, mas a unica coisa que eu sempre pedi pra ela foi pra se afastar DESSE cara, eu sabia que nao ia ser bom, mas acho que ela me usou de degrau. por um segundo minha visao ficou embacada, eu soquei o rosto dele e parti pra cima, ele segurou meus bracos e disse que nao ia brigar comigo. Eu demorei uns 20 segundos ate parar de me debater e me acalmar um pouco. Me levantei e so queria ir embora, nem queria a alianca. Tinha dado para ela um anel de prata de 4 meses, eu jurava para todo mundo que seria ela, eu tinha certeza. Ela guardava uma garrafa de Mountain dew que eu dei pra ela, eu vi depois que me acalmei. Ela era contraditoria, me traia mas tinha pequenos gestos de amor genuino. Enfim, ela se botou na frente da porta e nao queria me deixar sair. Ficamos gritando, eu ameacei ir bater no menino, QUE AINDA ESTAVA NA CASA, ela disse que nao ia sair e que era pra eu bater nela, etc etc. Eu nao fiz nada. quando ela saiu da frente, depois de muita descussao, eu pedi o anel que tinha dado de volta, ela estava usando ele. Ela nao queria me dar, mas eu disse que tinha acabado e que aquele anel nao pertencia a ela mais. De novo, depois de muito grito e briga, ela me deu o anel, que imediatamente isolei, na frente dela. Tentamos de novo pois eu realmente a amava, ela acreditava que me amava, mas nao havia mais confianca. ela tinha de fato se afastado do menino dessa vez, como eu pedi, mas eu nao confiava mais nela. Ja tinha dado. Terminamos num domingo, nao quero me lembrar do dia, mas desde esse dia eu sinto falta dela. Eu fiquei com raiva e tivemos brigas horrorosas depois do termino. A mae dela descobriu que eu a chamei de puta, eu sempre omiti pra ela que a filha dela tinha me traido pq eu nao queria magoar a mae dela que era extremamente conservadora mas eu nao tava mais ligando, nao depois que eu fui apontado como o vilao. Eu recebi uma mensagem de texto da mae dela dizendo que tinha me tratado como filho etc que fui mal agradecido e que eu nao tinha o direito de falar assim da filha dela bla bla bla. Me bloqueou no whatsapp. Espumando de raiva, eu mandei um sms contando o nome do menino, dizendo que ela ia aparecer com ele logo mais, e que ele sempre foi o motivo das brigas, ela ficou sabendo quando terminamos da primeira vez, a menina quebrou um copo de raiva na pia segurando. Acompanhei ela pro medico nesse dia mas nao falei nada sobre isso com a mae dela, deixei ela falar antes, achava mais justo. O meu sms parecia uma profecia, que se concretizou como eu previ. Ela me desbloqueou pra me dar feliz aniversario, natal, ano novo e carnaval. Acho que ela notou quem era quem ne? Eu hoje estou namorando uma menina que sabe do meu trauma, me aceita, e e muito boa. Mesmo. Ela nao sabe que eu ainda sinto algo por essa outra menina, mas eu nao trairia ela por motivos obvios. Eu sou super carinhoso e a amo, mas lembra no comeco quando eu disse que sentia o mundo diferente quando eu comecei a namorar a primeira menina? Pois e, agora que tinhamos terminado eu literalmente sentia as coisas ao redor de forma diferente, quase como se tudo tivesse fora do lugar ou como se eu tivesse sido teleportado pra outra realidade. Ate hoje sinto um vazio e diversas vezes sinto saudade dela, creio que foi meu primeiro amor e quem sabe o maior, mas nao me impede de amar de novo. Eu fiz coisas terriveis pra ela mas que nao se compara com o que ela fez comigo. Minha atual namorada sabe da historia toda. Ela e um grande pilar e me da muita forca mas por algum motivo eu sinto uma vontade autodestrutiva de trazer minha ex pra minha vida. Ela agiu de forma completamente irrelevante sobre o que ela fez, e isso me trouxe uma dor extrema. Faz 2 anos que, TODOS OS DIAS da minha vida eu penso nela. Eu nao a trocaria pela minha atual, nem em um cenario hipotetico, mas eu sinto que eu tenho muitas pontas soltas com ela. Enfim, nao sei, eu me contradigo bastante, tita da terra,
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2019.07.20 04:42 maynagila Autosabotagem

Depois que terminei meu namoro eu só consegui me envolver com uma pessoa. Mas vacilei com ela e perdi a única pessoa que conseguia ter conexão na cama, nos papos, com ela eu sentia vontade de ser melhor, ela é uma mulher forte, inteligente, sexy, atraente, mas dei uma leve vacilada, voltamos a nos falar mas tá mto estranho. Hoje achei um vídeo nosso e bateu uma saudade tão grande dela. Paralelo a esse momento com essa menina, eu conversava todo dia o dia todo com uma menina na Espanha, era mto massa e apesar de não ter mta paciência para conversar em wapp, com ela fluía e a gnt conversava de tudo, eu me sentia super confortável pq sabia que era uma pessoa que eu nunca iria ver, que aquilo tudo não passaria do virtual. Só que em dado momento ela me fala que tá vindo pro Brasil, achei legal o fato de nos conhecermos pessoalmente. Ela veio passamos os 5 primeiros dias vivendo intensamente tudo, entretanto depois de uma semana eu meio que fiquei sem saco e sem vontade de falar com ela e esfriei completamente com ela. Ela fica mandando msgs dizendo que tá com saudade e fico meio que falando outras coisas pq não quero mentir dizendo q eu tb estou. E ela é uma guria incrível, bonita, gostosa, papo legal, menos qndo fica querendo me cobrar as coisas,mas eu só não tô a fim.
Saí com uma menina de Goiânia semana passada e foi incrível e intenso pq eu sabia que no outro dia ela ia embora de Fortaleza e provavelmente nunca mais iria vê-la de novo.
Fico pensando que depois desse meu término, eu fico me sabotando, sempre que tem alguém legal gostando de mim eu faço merda ou crio um bloqueio com a pessoa.
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2019.01.29 22:38 guizocaa Gostaria de contar pra vocês a história do meu último namoro

Tudo começa em uma sexta em que eu combinei com um amigo da faculdade (ambos formados já) para fazer alguma coisa. Ele me diz que uns amigos dele haviam o chamado para fazer algo também se eu não gostaria de me juntar a eles. Na verdade eu não queria. Estava prestes a inventar uma desculpa pra não ir, mas acabei mudando de ideia por estar entediado em casa.
Chego lá antes e o encontro. Depois chega um outro amigo dele e, mais tarde, duas amigas. São duas irmãs. Ficam dois núcleos de conversa: o primeiro entre mim, meu amigo e a Rafa e o outro entre a irmã dela e a irmã. Eu a achei muito mala, além de que tivemos umas discussões mais incisivas para pessoas que haviam acabado de se conhecer.
Gostei dela.
Depois esse meu amigo me diz que elas gostavam de board games, então combinamos um tempo depois de jogar Catan na casa dele. Também me falou que elas são da igreja dele (Presbiteriana) e também moram no mesmo condomínio. No fim da noite da jogatina tive a oportunidade de pegar o whatsapp dela. A parte mais interessante é que elas tinham que ir embora porque era meia-noite, uma regra dos pais. O mais interessante ainda é que uma tem 31 anos e a outra 30.
Começo a falar com a Rafa e a chamo para sair. Recebo um belo 'não'. Ela diz que prefere ficar solteira e que eu não seria alguém que os pais dela aprovaria (Isso em junho do ano passado).
O ponto é que eu tenho 27 anos e fui criado em uma igreja Presbiteriana Independente, mas havia deixado de frequentar há muito tempo por algumas razões, sendo a principal dela a pouca fé (ou alguma fé).
Ao invés de seguir o jogo, ela demonstrou interesse na minha amizade e continuávamos nos falando constantemente. Ficamos bastante amigos.
Outro ponto relevante de levantar é que sou uma pessoa desleixada e preguiçosa e estava em um período ocioso, além de fora de forma. Apesar de formado em direito, eu nunca fui exercer porque no fim do curso eu já odiava e trabalhava na empresa do meu pai e do meu irmão de semijoias que ainda era nova (ainda é, mas crescemos bem).
Meu interesse por ela me incentivou a levar as coisas mais a sério. Voltei a treinar jiu jitsu, boxe e tomar um rumo da vida de vez. E fui crescendo enquanto ela foi se interessando mais por mim aos poucos. Mas a gente 'brigava' porque eu sempre queria mais que amizade e ela batia na tecla de ser solteira e dos pais e, quanto mais o tempo passava, mais os pais que eram citados mesmo. Já teve várias complicações no passado por namorados desaprovados.
Esse meu amigo vivia me chamando pra voltar pra igreja e acabei aceitando, sendo que ela também foi um incentivo. Acabei me dando bem por lá e isso me deixou feliz.
Teve o aniversário dela no fim de agosto e depois fomos para minha casa passar um tempo com uns amigos juntos. Entreguei o presente dela e foi a situação perfeita para o primeiro beijo nosso, mas acabou não rolando.
Na semana seguinte, combinei com o outro amigo que também conheci naquela sexta para ir ao culto de jovens no sábado. Duas horas antes ele disse que não podia ir. Comentei com ela que iria sozinho e ela acabou dizendo que ia comigo. Depois fomos comer comida japonesa (ela ama) e ali nos beijamos pela primeira vez .
Mas é claro que ainda tinha um problema: os pais. Na verdade, quando eu digo pais significa a mãe. O pai dela é meio indiferente, pois ele se importa mais em não ser incomodado. Aliás, ele é um pastor pentecostal. A mãe frequenta a Universal, é uma pessoa extremamente desequilibrada (óbvio que partindo de mim é uma posição bastante enviesada). Ultra controladora e briguenta. Os pontos que a Rafa citava que faria a mãe ser contra: eu não ter maturidade espiritual, a diferença de idade e a questão profissional, considerando que eu ainda estava retomando meu rumo.
Combinamos em uma segunda de eu ir jantar na casa dela e fui apresentado como um amigo que estava querendo a conhecer (mancada nossa ter mentido) e ela percebeu que já éramos mais que amigos, então as duas brigaram depois que fui embora (ainda dei um chocolate para a mulher).
Nós discutimos a situação e decidimos que tentaríamos ficar juntos. No domingo dia 23 de setembro, eu finalmente a pedi em namoro. Até comprei uma bonita aliança.
Como a mãe era contra, para fazer a Rafaela terminar comigo ela a proibiu de usar a máquina de lavar roupa da casa e as panelas, forçando-a a lavar nas mãos suas roupas e ter que se virar pra fazer comida.
Isso me fez pensar em terminar com ela, porque não queria que ela passasse por isso por minha causa. No sábado seguinte nós fomos ao shopping e depois comer comida japonesa no mesmo lugar.
Naquela semana, recebo mensagem no whatsapp do Pastor Joézer, que era da igreja em que eu fui criado. Óbvio que fiquei surpreso, mas sabia de alguma forma que a mãe tinha algo a ver com isso. Ele pergunta se pode me ligar, o que me estranhar mais ainda. Pois bem, ela achou o número dele e começou a falar de mim e que era contra o namoro, gritava no telefone. Não sei ao certo que ela queria com isso, se esperava descobrir algo ruim sobre mim. Ele só falou bem de mim e avisou que o comportamento dela era de alguém com uma patologia mesmo. Era uma pessoa doente.
No domingo, chamei-a para almoçar com minha família e ela aceitou. Chegando na escola dominical de manhã, ela me mandou uma mensagem dizendo que não ia poder ir mais. Sim, ela terminou comigo naquele dia. A pressão da mãe funcionou (ela ameaçou contar para os pastores da igreja coisas sobre os namoros passados dela).
Nunca senti tanto ódio na minha vida quanto eu senti por essa mulher. Duas semanas depois, por sentir muita falta um do outro, decidimos nos encontrar. Passamos uma tarde juntos e eu tinha um casamento de um amigo que não deu pra ela ir (ela é engenheira civil e dá aula à noite). Nós discutimos se voltaríamos ou não o namoro. Naquele sábado, combinamos de jogar Catan na casa daquele meu primeiro amigo e tenho a péssima ideia de nos encontrarmos uma hora antes pra passarmos um tempo juntos. Eu a encontro em uma rua perpendicular à rua do meu amigo que tem uma mesa e banquinho. Ela está muito tensa porque percebeu que a mãe suspeita de algo. Nós discutimos mas logo nos entendemos. Tempo depois, surge o carro da irmã na rua e a mãe no banco de passageiro. Ficamos nos encarando por segundos que pareciam horas. Ela manda a Rafa entrar no carro e começa a discutir comigo, dizendo que eu tornei a filha dela uma pessoa rebelde, que ela era obediente e que foi o diabo que me colocou na vida da filha dela. Logo gritava "PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA! PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA!" (já entro no ponto do motivo).
Depois daquele dia (foi um sábado acho que 13 de outubro), ela foi proibida de falar comigo ou seria expulsa de casa. No dia seguinte, a mãe tomou o celular dela e só devolveu na segunda porque ela usa pra trabalho.
Depois disso, foram tempos estranhos. Principalmente por frequentarmos a mesma igreja, termos os mesmos amigos lá e moramos 7min um do outro. E a irmã dela fica de olho se ela não fala comigo, além de me odiar por causas das brigas que aconteceram na casa em função do nosso namoro.
É uma situação muito estranha, ainda mais porque eu amava ela (ainda amo).
Existem muitas situações e detalhes que deixei de fora por questão de exposição e que este texto já ficou muito grande.
Ah, sobre os presbiterianos independente. Há uns 30 anos, o marido dela era pastor de uma presbiteriana independente. Ele passou para uma linha mais pentecostal e começou a pregar por lá questões que saiam da doutrina presbiteriana e isso dividiu a igreja. Inevitavelmente, ele foi convidado a se retirar. O ponto é que ele vivia na casa pastoral e, como não era mais pastor, teve que se retirar de lá também, mesmo tendo duas filhas pequenas (a rafa tinha um pouco mais de um ano e a outra era bebê). Isso criou um trauma neles que nunca se recuperaram. E onde que eu entro nessa história? Bom, havia várias pessoas da família do meu pai que frequentavam aquela igreja, sendo que um tio do meu pai era presbítero (pra quem não sabe, pense no presbítero como o poder legislativo da igreja e que o pai da rafa sofreu um impeachmeant). Esse tio é um baita traste, por sinal. Eu imagino o impacto que teve pra mãe da Rafa quando soube meu sobrenome.
Outro ponto que odeio é o fato de que ainda tinha que ouvir a música "dona Maria deixa eu namorar a sua filha..." (sim, a mãe tem Maria no primeiro nome).
Bom, quem sabe no dia em que ela se mudar. Por ora, não fazemos parte da vida um do outro. Ela sempre fica tensa quando me encontra por medo da irmã achar que está rolando algo. Domingo passado mesmo ela me cumprimentou e correu. É bem ruim achar que encontrou a pessoa que vai querer passar sua vida junto e esse tipo de coisa acontecer.
O certo era eu revisar esse texto mas cansei já.
Respondo (quase) qualquer pergunta sobre isso.
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2018.12.23 23:07 Gyro_zepellin_aisaka Desmotivação e fobia

oi pessoal, recentemente estou com umas dificuldades de convivência social, bom pelo menos onde eu vivo, grande parte das pessoas só se reaciona voltada a assuntos relacionados a sexo, pegação, ou simplismente coisas relacionadas a "modinhas", acho que já cheguei a escrever isso em posts(geralmente me apresento como homem mais por conta de evitar pessoas que geralmente não ligam pra "draminhas de mulher") anteriores, que devido a perda da minha amiga que eu considerava irmã(uma das poucas pessoas que eu falava normalmente) eu desenvolvi uma fobia social por falta de estar com ela, e também outros transtornos, sem contar o fato que parei de sentir "atração amorosa" tanto por homens quanto por mulheres, lembro que das ultimas vezes que me pediram em namoro simplismente recusei por não me achar boa o suficiente, e mais recentemente uma das poucas garotas que eu amava eu decidi não ir pra frente devido a uma trava que eu tive na hora de não me achar bonita ou algo do tipo pra pessoa, e pior ainda do nada acabei desenvolvento devido essa certa perda da minha irmã um certo desejo por relações incestuosas. Uma outra coisa é que recusei uma viagem em familia para foa do estado devido a minha fobia de lugares com bastante pessoas(mesmo que na escola eu me segure bem), e agr estou sozinha até ano que vem(eles viajaram hoje)

acho que depois de tudo isso sem contar o fato de a 2 anos eu viver como neet(sem sair de casa para passeios familiares ou amigos) vivo me perdendo nos pensamentos e querendo morrer..........o pior de tudo que das poucas amizades que eu tinha algumas me largaram por eu não ir a passeios com elas ou ter os mesmos assuntos....

to bem desmotivada pra tudo recentemente, e o pior de tudo que sem ninguem pra desabafar torna isso mais f***da

bem ......é isso...



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2018.07.31 04:05 CptXuca Tenho 30 Anos e Nunca fui em Uma Balada

Meu caso é o seguinte, passei todos os meus 20s namorando..e há alguns meses, terminamos o namoro. Agora estou com 30 anos, e não sei ser solteiro.
Não sou bonito, mas acho que no meu melhor dia posso ser um 7 ou 6,5. Instalei o Tinder, nesses meses consegui cerca de 150 matches, mas a grande maioria, 95% é dragão.
Mas todo dia na rua vejo caras feios, bem mais feios que eu, com mulher bonita do lado. Tenho certeza que esses caras não arrumaram aquelas mulheres pelo Tinder..então só pode ter sido saindo à noite.
O que me leva ao meu grande problema, além de n ser bonitão e ser meio tímido, nunca fui em uma balada. Não sei aonde acontecem essas coisas, não acho que eu saberia me portar, não saberia chegar nas mulheres..e talvez o maior problema, não tenho amigos, então eu teria que ir sozinho. Como se vai sozinho em uma balada?
Além disso tenho outras dúvidas...é realmente mais fácil pegar mulher bonita em balada? Se não em balada, aonde seria um bom local pra conhecer mulher?
Qual conselho vcs dariam pra um cara na minha situação arrumar uma mulher q n seja um canhão? pq essas o Tinder já me traz aos montes.
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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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